quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Hospitais são acusados de substituir médicos por enfermeiros em cirurgias

Técnicos de enfermagem garantem que estão fazendo o papel do médico auxiliar durante as operações em cinco hospitais particulares.
Eles dizem que acatam a determinação com medo de perder seus empregos.
- Por Saulo Araújo, do Correio Braziliense -
Hospitais privados do Distrito Federal estão sendo acusados de substituírem médicos auxiliares por técnicos em enfermagem durante a realização de cirurgias.
A prática é denunciada por dezenas de funcionários das maiores unidades de saúde da capital. Pelas normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), cada procedimento deve ter a participação de, no mínimo, dois cirurgiões, mas há indícios de que muitos especialistas têm ignorado as regras com a conivência dos gestores dos estabelecimentos.

O Correio teve acesso a prontuários e vídeos que revelam a ausência de médicos auxiliares em centros cirúrgicos. Em uma das imagens, supostamente gravadas no Hospital Anchieta, em Taguatinga, um médico determina quais os comandos uma mulher deve executar. Ela só tem o curso de técnico e sua única função deveria ser abastecê-lo com instrumentos, como bisturis e pinças.

Sem a presença do médico auxiliar na sala, fica a cargo de um profissional sem preparo dar segurança e estabilidade ao paciente, além de separar órgãos e posicionar tecidos.

Há ainda suspeita de falsificação de documentos para omitir a fraude nos hospitais. Segundo o Sindicato dos Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate), ao preencher o formulário em que o médico detalha o que ocorreu na cirurgia, o nome de um segundo cirurgião sempre é inserido, justamente para esconder a irregularidade.
 
Fonte: Correio Web

Entorno do DF concentra quase 40% dos assassinatos de Goiás



Com 1,15 milhão de habitantes, região tem 20% da população do estado
Média de homicídios é o triplo da taxa nacional, diz Ministério Público.
- Por Naiara Leão, do G1 DF -
As 19 cidades de Goiás no Entorno do Distrito Federal são responsáveis por quase 40% dos casos de homicídio registrados no estado em 2010, embora concentrem apenas 20% da população. Apesar de ter o triplo da média nacional de assassinatos – há cidades com 75 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, de acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO) – a região não tem delegacia de homicídios. Outras três cidades mineiras integram a região.

Segundo o MP, as cidades goianas do Entorno têm 6 mil mandados de prisão não cumpridos, 10 mil inquéritos parados. Nenhuma cidade do Entorno tem mais de quatro juízes. É o caso, por exemplo, da cidade goiana do Novo Gama. Uma rua separa o município da região administrativa do Gama, no Distrito Federal, onde há 12 juízes.

"É impunidade. É uma região sem aplicabilidade da Justiça. As pessoas começam a pensar que o crime no Entorno compensa. A quantidade de inquéritos me assusta", afirma o coronel Edson Costa Araújo, coordenador do Gabinete de Gestão de Segurança do Entorno, órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública de Goiás.
O gabinete foi criado em fevereiro passado para tentar reverter os altos índices de criminalidade da região. “O sistema de segurança pública é quase inexistente."
Policiais de Goiás afixaram outdoors alertando sobre a violência.
 
Por conta de toda essa situação, policiais de Goiás que atuam na região colocaram outdoors na divisa entre o Distrito Federal e duas das cidades mais violentas do Entorno – Águas Lindas e Valparaíso – alertando motoristas sobre a falta de segurança. “Cuidado. Você está entrando em uma das regiões mais violentas do planeta”, diziam os outdoors.

Depois de meses de estudo, Araújo diz que devem ser criadas no Entorno companhias de polícia nos moldes das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implantadas em favelas dominadas pelo tráfico no Rio de Janeiro. Segundo ele, a ideia é colocar na rua uma polícia comunitária, que se aproxime da população.
Clique na imagem para ampliar.
 
O Entorno do DF abriga 19 municípios de Goiás e 3 de Minas Gerais em 19 mil km². Em 2010, segundo o IBGE, a população era de 1.149 milhão de habitantes. Muitos moradores da região trabalham e votam no DF devido à proximidade com a capital. Entre 2006 e 2010, 47,4 mil pessoas da região transferiram o título de eleitor para o DF, segundo o Ministério Público Eleitoral. (Foto: Reprodução)

Nessas companhias devem trabalhar policiais recém-formados, para evitar "contaminação" pela corrupção, disse. Sua implantação deve ser acompanhada de políticas públicas em outras áreas, como saneamento e abertura de escolas, diz Araújo. O projeto ainda depende de aprovação do governo de Goiás.

Atualmente, a região conta com 390 policiais civis, quando o necessário seriam pelo menos mil, segundo o presidente do sindicato dos policiais, Silveira Alves. Eles trabalham com poucos equipamentos, munição comprada do próprio bolso, balas e coletes vencidos e em viaturas sem rádio e com pneus carecas, afirma.

Na delegacia da mulher de Luziânia, que até o início do mês era a única em todo o Entorno, não há um espaço reservado para ouvir as vítimas de estupro, e os agentes escolhem os casos em que há risco de vida para acompanharem, pois não há efetivo para atender a todos os casos.
Segundo a agente Deusa Moreno, as ocorrências envolvendo mulheres vem aumentando com a propagação do crack. No primeiro semestre foram 15 homicídios, contra 4 no mesmo período do ano passado. Desse total, apenas dois foram casos de violência doméstica. “O restante é relacionado a dívidas ou rixas por drogas e ciúmes de traficantes”, afirma Deusa.
É impunidade. É uma região sem aplicabilidade da Justiça. As pessoas começam a pensar que o crime no Entorno compensa. A quantidade de inquérito me assusta"

Coronel Edson Costa Araújo, coordenador do Gabinete de Gestão de Segurança do Entorno

Falta de Estado
Em março deste ano, ocorreram 71 homicídios nas cidades do Entorno, o que levou o governador de Goiás, Marconi Perillo, a pedir ajuda para a Força Nacional. Desde abril, a Força atua em alguns dos municípios mais violentos da região – Águas Lindas, Valparaíso, Cidade Ocidental, Luziânia e Novo Gama.
Soldados da Força Nacional atuam no Entorno desde abril de 2011.
 
Numa audiência pública sobre a segurança do Entorno, realizada na Câmara Legislativa do DF, no último dia 12, representantes das Secretarias de Segurança Pública do DF e de Goiás, do Ministério da Justiça, deputados distritais, especialistas e representantes da sociedade civil apontaram a ausência do Estado e de oportunidades como razões para a escalada de violência.
“Falta saúde, educação, emprego e oportunidade no Entorno. A discussão tem que ser sobre cidadania, transporte e educação. A pressão policial só faz com que o crime se desloque para outra área”, resumiu o especialista em segurança da Universidade de Brasília, Flávio Testa. “Todos fazem diagnóstico da região, mas isso não resolve. O que adianta é captar recurso e colocar em prática.”
 
Delegacia de Luziânia- GO. Falta de infra-estrutura. Foto: Naiara Leão/G1.
 
Delegacia em Luzinânia (acima), sem grades nas janelas, pneus rasgados e arecas em carro de polícia (esquerda), que não dispõe de rádio de comunicação (direita) (Foto: Naiara Leão/G1)
De acordo com a promotora de Justiça Patrícia Oliveira, a situação já foi pior. Ela coordena o Projeto Entorno do MP-GO, que desde 2007 acompanha a situação de segurança e social da região e cobra ações de Goiás, do DF e da União.

Para ela, duas ações são emergenciais para diminuir a violência no Entorno. “A primeira é convocar prioritariamente para lá, pelo menos 70% dos 300 policiais já aprovados em concurso”, diz. A segunda é a implantação de presídios em Formosa, Águas Lindas e Novo Gama.

Segundo ela, R$ 81 milhões para essas obras foram liberados em 2008 por um programa do Ministério da Justiça, mas permanecem nos cofres da União, pois nem o DF, nem Goiás, nem as prefeituras apresentaram projetos para construção.
Todos fazem diagnóstico da região, mas isso não resolve. O que adianta é captar recurso e colocar em prátic"
Flávio Testa, especialista em segurança da Universidade de Brasília
Estrutura precária
Os policiais civis que atuam no Entorno reclamam da falta de estrutura para trabalhar. Na 1ª Delegacia de Polícia de Valparaíso, visitada pelo G1, faltam grades nas janelas, o carro usado pelos policiais não tem rádio e os pneus estão carecas.

A contenção de gastos faz com que policiais que atuam no Entorno do Distrito Federal tenham uma cota de 11 balas por semestre, segundo um policial que pediu para ser identificado apenas como Rodrigo.

No curso de formação da Academia de Polícia, os agentes praticaram com 30 tiros. “Só para comparar, no último curso da Polícia Federal, o treinamento foi com 2.400 tiros”, disse Rodrigo, que afirmou ter custeado aulas à parte porque considerou a formação “insuficiente” e teve medo de errar ao ir para as ruas.
O coordenador do Gabinete de Gestão de Segurança do Entorno admite que a situação é precária, mas diz não ter saber da falta de quipamento básico. “Não tenho conhecimento disso”, disse. “As forças especializadas andam com mais munição. Pessoal do dia a dia tem um quantitativo adequado. Nunca chegou reclamação.”

R$ 10 bilhões é quanto o governo federal repassa ao DF anualmente para a área de segurança pelo Fundo Constitucional
Segundo ele, o investimento no Entorno beneficia não apenas as cidades de Goiás, mas também o Distrito Federal. “Tudo que é ruim para o Entorno é ruim para o DF. Estamos buscando saúde, educação. A segurança fica com flanco aberto. Investir no Entorno é muito bom para a capital.”
Segundo ele, a solução para a região deve ser compartilhada. “Precisamos de um decisão política, cada um dizendo o que vai fazer, com os custos claros. DF tem fundo constitucional [verba repassada pelo governo federal], de R$ 10 bilhões. Com um R$ 1 bilhão por ano, daríamos segurança ao Entorno”, diz Araújo.

O coordenador lembra da proximidade da Copa do Mundo – Brasília sediará jogos da competição e pleiteia a abertura do mundial de 2014. “Vamos ter jogos da Copa do Mundo. Que cartão de visita é esse para o mundo?”, indaga. “O custo de estrutura e equipamento, fora pessoal e custeio, é bem mais aquém do que a preparação de um estádio da Copa.”
(Colaborou Rafaela Céo, do G1 DF)
 Fonte: Entorno do DF







Filho de Pedrinho nasce em hospital da Asa Norte e já está em casa

Pedrinho é pai. João Pedro nasceu com 3,2kg, 48cm e cabeludo. Ele veio ao mundo há sete dias. E só agora Pedro Júnior Rosalino Braule Pinto autorizou a divulgação da tão esperada notícia por aqueles que há 26 anos acompanham a sua história. No entanto, ele não permitiu a publicação de imagens do bebê. Tudo para evitar o assédio, como ocorreu há 10 anos, quando, morando em Goiânia, descobriu a sua verdadeira identidade, o recém-nascido roubado em uma maternidade de Brasília nas primeiras horas de vida, em 21 de janeiro de 1986.

João Pedro nasceu no Hospital Santa Helena, no fim da Asa Norte, em um parto cesariano. João Pedro está em casa, um apartamento da Asa Norte, sob os cuidados da mãe, a administradora de empresas Nábyla Gabriela Queiroz Galvão, 23 anos. “Os dois estão muito bem. Ele não está dando muito trabalho. Só tem umas cólicas normais de bebê”, contou Pedrinho.

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Dez anos após realizar o exame de DNA e constatar ser o filho levado de Jayro Tapajós e Maria Auxiliadora Braule Pinto, Pedro se desdobra entre o trabalho em um renomado escritório de advocacia da capital e as obrigações de pai de primeira viagem. “Perco um pouco de sono, como qualquer pai”, comentou. Por telefone, ele reforçou o pedido para não divulgar a imagem do filho nem da mulher após o parto. “Não quero transformar isso em uma bola de neve, que outros jornalistas fiquem nos ligando, pedindo fotos e entrevistas. Quero preservar o meu filho”, ressaltou.
 

Silêncio quebrado Pedro Júnior Rosalino Braule Pinto deu uma entrevista exclusiva ao Correio após oito anos de silêncio. Publicada na edição de 14 de setembro, a reportagem revelou a gravidez de Nábyla Gabriela Queiroz Galvão. Jayro e Lia também falaram sobre o relacionamento com o filho roubado na maternidade. A apuração resultou em uma série de reportagens, que ainda mostrou por onde andavam e o que faziam todos os personagens desta novela da vida real.

Fonte: Correio Web

 

Crise com o GDF

Presidente do PSB pede exoneração de cargo no GDF

Após as várias divergências entre integrantes do PSB-DF e o governo do DF, nesta terça-feira (27) o presidente da Regional do partido, Marcos Dantas, entregou pedido de exoneração do cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). A nota foi distribuída ainda há pouco pelo PSB-DF. Leia o documento: ...
Nota à População do DF
O presidente do Partido Brasileiro do Distrito Federal (PSB-DF), Marcos Dantas, entregou na tarde desta terça-feira (27) pedido de renúncia ao cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap).
O PSB-DF tem realizado plenárias zonais e acordado, por ampla maioria dos filiados, deixar a base de apoio ao governo do Distrito Federal. Diante do posicionamento, Marcos Dantas afirmou se sentir constrangido em permanecer no Conselho da Terracap e, interpretando o desejo da militância partidária, resolveu antecipar a entrega do cargo que ocupava no governo local.
A consulta formal sobre o futuro do partido no GDF será feita durante a Plenária Regional da legenda, marcada para 8 de dezembro.

Fonte: Redação / PSB-DF - 27/11/2012

PSB-DF fora do governo Agnelo

O presidente do PSB-DF, Marcos Dantas, renunciou ontem (27) ao cargo de integrante do Conselho de Administração da Terracap. Dantas não aguentou a pressão do senador Rodrigo Rollemberg, que sonha ser governador a todo custo em 2014. Pior: acha que vai vencer…
 
Fonte: Donny Silva

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Posto de Saúde usa máquina de escrever e Agnelo diz que Saúde do DF está entre as mais avançadas do país


Governador Agnelo Queiroz diz que Saúde do DF está entre as mais avançadas do país. Entretanto, não foi o que constatou a presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputada Celina Leão (PSD). Isso é um absurdo, uma falta de respeito com o Servidor Público e com os pacientes. Este equipamento é tão antigo que deveria estar em um  museu”, avalia a deputada.

Declação do secretário de Saúde, Rafael Barbosa em entrevista ao Jornal Brasília em Dia: “A Secretaria da Saúde, em uma primeira etapa, investiu na modernização da rede. Hoje, o DF é a única unidade da federação que tem quase 100% de seus hospitais e centros de saúde com prontuário eletrônico informatizado. O doente que é atendido no Hospital de Base, se chegar  no hospital de Brazlândia, tem o prontuário dele direto no computador. Dessa forma, evita-se uma série de perda de exames que se tem que repetir, receitas, histórico do paciente.”

Durante visita ao Posto de Saúde do Núcleo Bandeirante, a deputada Celina Leão se deparou com um arquivo morto que ocupa a maior sala do local, com inúmeras prateleiras abarrotadas de prontuarios, que continuam sendo feitos artesanalmente. “É uma situção vergonhosa para a  capital do país e, ainda contradiz todo o discurso do governo de que informatizou a Saúde”, lamenta Celina Leão.


Fonte: Celinaleao.com.br - Jornalista Irene Cavalvante

Vigilância armada nas escolas


A distrital Celina Leão apresentou projeto de lei determinando que as escolas do Distrito Federal - não só as públicas, mas também as particulares - mantenham vigilantes armados. O maior objetivo, claro, é a segurança dos alunos. Celina registra, porém, que cada vez mais as escolas contam com equipamentos caros, como computadores, laptops e máquinas fotográficas, que funcionam como ímãs para a bandidagem.

Liderança nacional
Para fundamentar sua proposta, Celina Leão encontrou uma pesquisa da Unesco que aponta o Distrito Federal como líder nacional em roubos e furtos a escolas. 

Fonte: Do Alto da Torre com Eduardo Brito




Esplanada com Leandro Mazzini


Derrotado, PT freia metrô de Salvador
Um episódio palaciano, envolvendo a presidente Dilma e um grande empreiteiro, revela como o PT barra as obras do metrô de Salvador após o resultado da eleição em que saiu derrotado na capital. O empresário César da Matta Pires, da OAS, fez estudo com linha ligando o aeroporto aos principais bairros. Como o bilhete ficaria R$ 6 (muito caro), procurou a presidente e o governador Jaques Wagner para tentar Parceria Público-Privada. Tudo ok, a OAS financiou o candidato Nelson Pelegrino como condicionante para o projeto sair. Como ele perdeu, Dilma e Wagner vetaram.

Fora dos trilhos
Com a vitória de ACM Neto, do DEM, rival ferrenho dos petistas, o PT desistiu do projeto e Matta Pires ficou na mão. Detalhe: o metrô não entra nos trilhos há décadas, desde o reinado ACM.  

Vagão a R$ 3...
Matta Pires não desistiu e tenta diretamente com a presidente, sem passar pelo governo de Salvador, uma solução. Com PPP, o bilhete do metrô sairia a R$ 3.

...Desgovernado
Mas para o projeto sair, é o governo Wagner quem teria de subsidiar os outros R$ 3. Como nada avançou, o PT já deu recado de quer o projeto para ACM Neto faturar como prefeito.

Passeio completo
Uma prática de turismo político cada vez mais comum: Os deputados estaduais de todo o País têm viajado, com direito a acompanhantes e dinheiro das Assembleias, para eventos promovidos pela Unale – União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais. Na última excursão, deputados mineiros foram para o México no feriadão de finados. 

Bancada dos Curiosos
Os deputados também deram de penetras em evento nos Estados Unidos, onde republicanos e democratas discutiam o futuro norte-americano. Como a Conferência Nacional dos Legislativos (dos EUA) era aberta, a Unale cadastrou algumas excelências para o passeio em Chicago, de 6 a 9 de Agosto.  

Sarney eterno
Um servidor do Congresso que promove “série de entrevistas históricas com o presidente José Sarney”, na TV Senado, pediu colaboração do povo via internet e teve de driblar constrangimentos, como ser ele todo-poderoso e o Maranhão o estado mais pobre do País, pergunta de Tonicesa Badu.

Caixa
A Associação dos Servidores da Fazenda (Assefaz) nega crise, fala em perdas pontuais e sazonais de caixa, mas pode chegar a R$ 15 milhões o rombo nas contas deste ano.

Primavera-verão
Apesar das chuvas que atingiram várias regiões do País nos dois feriadões deste mês, o tempo secou no Sul e a umidade relativa do ar continuou baixa em 20 grandes cidades.

Roleta e divã
Os cassinos da África do Sul criaram o Centro de Apoio aos Jogadores, para tratamento de ludopatas (os viciados), dentro dos próprios estabelecimentos. Já os defensores dos cassinos alegam que os viciados são muito poucos, e o governo lucra com impostos.

Combate ao câncer
O Instituto do Câncer Dr. Arnaldo, que atenderá 100% pelo SUS, pleiteia junto aos 70 deputados da bancada paulista em Brasília emendas para comprar equipamentos de ressonância magnética e acelerador linear para radioterapia. O próprio patriarca do hospital fez o périplo. 

Jefferson, de novo
O governo federal (não se descarta sua polícia) mira o setor de seguros e resseguros no Brasil. O alvo pode ser a Susep. Por acaso, o único órgão onde Roberto Jefferson (PTB) apadrinhou diretores. Jefferson foi delator – e não menos culpado – do esquema do mensalão.

Guerra...  
Mais próximo político do ex-presidente Lula, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) desabafou dia desses: “Em pleno governo do PT tivemos um Engavetador Geral da República. Com uma diferença, que foi para beneficiar os tucanos”. 

...dos Mensalões
Devanir fala do ex-chefe do MP Antonio Fernando de Souza, que denunciou os mensaleiros mas, segundo o petista, fez vista grossa para o suposto mensalão tucano em Minas, “com 79 envolvidos”.

Índio quer fazenda
Índios de todo o País estão acampando em Brasília. Pressionam o Ministério da Justiça a publicar a Portaria 303, que define novas regras para desapropriar fazendas para a criação de reservas. 

Ponto Final
A CEB, além de colocar seus funcionários em risco, mete a faca no consumidor. Cobrou R$ 7 de taxa de iluminação este mês nas contas. Apesar dos apagões.

Fonte: Jornal de Brasília

A vida embaixo de pontes e viadutos do Distrito Federal


Vivendo em condições precárias e sujeitos à violência, mais de 2,5 mil moradores de rua preenchem parte de um cenário crítico do DF. Entre estes, 319 famílias que se encontram sem perspectivas de melhoria de vida procuram abrigo embaixo de pontes e viadutos.

Os números fazem parte de  pesquisa feita pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) sobre a população em situação de rua na unidade da Federação. Ainda conforme o estudo, 67% dos adolescentes conciliam suas atividades para ajudar no sustento da família, mas mantêm os estudos, comparecendo   às salas de aula. A pesquisa constata, ainda, que 86,4%  possuem o Ensino Fundamental incompleto.

Com lonas e pedaços de madeira, aos poucos os detalhes de uma “casa” vão surgindo. As pilastras de concreto substituem as paredes e permitem que as famílias emoldurem seus lares. Para muitos deles, as  questões financeiras e pessoais, como o desemprego e a depressão, são alguns dos vários motivos que os levam a viver nestas condições. 

Com a chegada de um dos períodos mais frios à cidade, o final do ano, há um aumento significativo de famílias que  migram de outros locais em busca de um pouco de proteção embaixo das pontes e viadutos. De acordo com a Sedest, essa ação acontece, pois a expectativa das famílias é receber doações, como cestas básicas e roupas.

Há mais de dez anos morando embaixo de um dos viadutos da L2 Norte, Valfredo Cristovão, de 41 anos, recolhe material reciclável e, com o dinheiro que ganha, se esforça para dar o que comer aos seus três filhos e mulher. Todos vieram de Salvador (BA), em busca de trabalho e um lar. “Cato minhas latinhas e materiais em cobre para revender a uma empresa, mas infelizmente não é o suficiente” diz.

Vivendo um dia de cada vez
Enfrentando fortes chuvas e vencendo um dia por vez, a família de Valfredo Cristovão almeja um futuro melhor para os filhos. Dois deles estão matriculados em escolas públicas. “Não quero que meus filhos levem essa vida para sempre. Eles são a promessa de uma vida melhor”, enfatiza Valfredo.

Assim como a família do catador de material reciclável, outras seis famílias moram embaixo da ponte que liga a região administrativa de Taguatinga a Samambaia. Expostos ao perigo do Córrego Taguatinga, barracos são montados e equipados com televisão, geladeira, fogão e até tanquinho elétrico para lavar roupas.

Morando com seu marido e quatro filhos pequenos, Adriana Alves Guimarães, de 26 anos, veio para Brasília a convite de seu cunhado, pois, segundo ele, a cidade traria ótimas oportunidades de emprego e melhorias na vida do casal. “Acreditamos nas palavras dele e já temos um ano neste local. É uma luta diária pela sobrevivência”, conta a jovem mãe.

A única renda da família vem do marido de Adriana. Porém, ele trabalha como jardineiro esporadicamente e ganha um salário-mínimo de R$ 622 por mês. De acordo com Adriana, entra mês, sai mês e a família continua passando  necessidade. Por isso, descarta a possibilidade de arranjar um local para alugar. “Se acatarmos essa hipótese, ficaremos com fome”, fala.

Alternativas
Contudo, algumas alternativas de melhoria já estão nos planos da família. Após o Natal, todos seguirão para a cidade natal e sua filha mais velha, de  cinco anos, entrará na escola no início de 2013.

Para famílias como as de Valfredo e Adriana, a  Sedest disponibiliza o Serviço de Abordagem Social, que é feito sistematicamente, a fim de fornecer ajuda por meio de equipes formadas por educadores, assistentes sociais e psicólogos. No momento da abordagem, o projeto visa encaminhar as famílias para as unidades de proteção social da secretaria, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), garantindo os direitos de cada cidadão.

Para este processo é feita uma análise das demandas individuais para saber ao certo como serão feitos os encaminhamentos   necessários. “Todas as ações para o enfrentamento da situação de rua devem ser integradas com as secretarias de Saúde, Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Segurança Pública entre outras”, explica a Sedest.

Ponto de vista
Segundo a professora do curso de Serviço Social da Universidade Católica de Brasília, Karina Figueiredo, a  maioria das pessoas que se encontra em condições precárias embaixo de pontes e viadutos do DF é de baixa escolaridade  ou passou por algum transtorno em suas vidas.

“Estas famílias estão vivendo esta realidade, pois, não possuem alternativas de uma perspectiva de vida melhor”, explica. Em outros casos, parte dos moradores de rua de Brasília são pessoas que vêm de outro estado em busca de crescer financeiramente. Quando o objetivo não é alcançado, as ruas são o local mais acessível. “Já estavam sem dinheiro, não conseguem emprego e a situação piora”, diz.


Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Tá falado, coronel 'Celina Leão'



"O comandante diz que o movimento dos policiais militares só poderia ser da oposição. Como assim? Ele só pode estar desesperado em achar que uma moça loira e bonita e uma senhora manca poderiam parar a PM e fazer mal para a população".
 
Frase de Eliana Pedrosa, Deputada Distrital, irritadíssima porque o comandante da PM, coronel Suamy Santana, atribuiu a operação tartaruga à oposição, após ela própria e a deputada Celina Leão comparecerem a assembleia da categoria.

Fonte: Coluna Do Alto da Torre / Jornal de Brasília 

domingo, 18 de novembro de 2012

Correios vão contratar 800 detentos


Ação faz parte do programa Começar de Novo, que assegura a capacitação profissional desses presos
Uma parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Supremo Tribunal Federal (STF), e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) irá contratar 800 detentos que cumprem pena nos regimes semiabertos e aberto em todo o país. A ação faz parte do programa Começar de Novo, do CNJ, e assegura a capacitação profissional desses presos. ...

Para o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, essas pessoas se sentirão acolhidas novamente pela sociedade e poderão ter uma vida normal, saudável e de trabalho.

A iniciativa também vai possibilitar a participação dos contratados em atividades socioeducativas e culturais. No trabalho, eles vão desempenhar atividades auxiliares que contribuirão para sua formação profissional. Além disso, com base na legislação penal brasileira, terão redução da pena em um dia a cada três trabalhados. A distribuição das vagas dependerá da demanda e haverá um limite a ser estabelecido considerando o número de empregados de cada unidade.

Após a assinatura, o ministro Ayres Brito lembrou que a contratação de detentos se insere dentro do Constitucionalismo Fraternal. “Nossa preocupação não deve ser apenas com a distribuição da riqueza e renda no país, mas em assegurar que todos os segmentos se sintam iguais ao transitar nos espaços institucionais”, declarou o ministro.

Atualmente, 119 detentos já trabalham nas áreas de apoio administrativo e de manutenção em sete estados (AL, BA, CE, PA, PE, PI e RO). Os participantes são encaminhados por convênios firmados com as Secretaria de Justiça dos Estados ou com o CNJ.

Participaram da assinatura do termo de cooperação técnica o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira; o vice-presidente Jurídico do CNJ, Jefferson Carús Guedes, e o presidente do CNJ e do STF, ministro Ayres Britto.

Via Brasil.gov
Fonte: Jornal de Domingo - 18/11/2012